domingo, 8 de março de 2020

Vila Nova de Faz Côa

Vila Nova de Faz Côa é uma cidade localizada na região do Alto Douro. bastante conhecida por duas razões: o plantio de amendoeiras e as gravuras rupestres paleolíticas ao ar livre.

Pensamos nessa viagem, inicialmente, para conhecer as amendoeiras em flor que, segundo dizem, é um espetáculo. Infelizmente, não foi possível. Esse ano, as amendoeiras floresceram mais cedo e eram pouquíssimas as que ainda estavam floridas. Dessa forma, partimos para nosso 2o. objetivo: conhecer o Parque Arqueológico Vale do Côa e suas gravuras rupestres. Essas gravuras começaram a ficar expostos quando da construção de um barragem no Rio Côa, no início da década de 90. A partir dessa descoberta iniciou-se um movimento nacional que culminaria no encerramento da construção da barragem e a criação do Parque em 1995. No Parque, fomos direto para o Museu do Côa, de onde partem algumas excursões para alguns dos sítios arqueológicos. Visitamos o sítio Cana do Inferno e pudemos apreciar as gravuras que datam de 30 a 10000 anos a.C. Do alto da colina onde fica o museu, pudemos apreciar o rio Douro em todo seu esplendor!







Pela estrada, até chegar em Vila de Foz Côa, percorremos estradinhas lindíssimas, por terras de Trás-os-montes. Lugar fascinante e encantador.

Voltei para Santa Trega com a Suzana

Eu já havia visitado o Morro de Santa Trega, conhecido um pouquinho daquele local que foi ocupado por uma civilização que data do século II a. C., mas não tinha visitado o museu. Voltei dessa vez para visitar novamente as habitações e o museu que guarda muitas peças encontradas durante as escavações e que mostram alguns símbolos dessa cultura, cujo significado ainda é desconhecido.





Nessa visita, pudemos ter informações muito interessantes do Antonio, a pessoa responsável pelo museu naquele dia. Segundo ele, esse sítio arqueológico, apesar de já apresentar algumas evidências desde o século XIX, foi efetivamente "descoberto", no início do século XX, quando da construção da estrada que leva ao morro, local onde ocorriam várias peregrinações em nome de Santa Trega. Forma-se, então, a Sociedade Pró-Monte de Santa Trega.

Por fim, uma visita a cidade de La Guardia, com especial menção às ruínas da muralha datada da época medieval. 




Peneda-Gerês 2 - Melgaço

Dando continuidade a nossa exploração do Parque Peneda-Gerês, fomos conhecer outra entrada, a do Concelho de Melgaço que nos direciona para a Vila de Castro Laboreiro, uma vila que parece estar perdida no tempo!





Em Castro Laboreiro conhecemos o Núcleo Museológico de Castro Laboreiro, localizado numa antiga fábrica de chocolates e que mostra uma pouquinho da cultura castreja da região. Muito interessante conhecer como se dava a ocupação, conhecendo os conceitos de Brandas e Inverneiras, representação da habitação sazonal característica da região até bem pouco tempo. As Brandas são os aldeamentos tradicionais ocupados durante a Primavera e Verão (altitudes superiores a 600 m). nas Brandas, as populações dedicavam-se à agricultura e pastoreio. Já as Inverneiras são habitações de Outono e Inverno, nos vales, onde o inverno é menos rigoroso. Dedicam-se ao pastoreio basicamente. O Felipe que nos recebeu no Núcleo nos contou que sua família tinha essa prática  e que até os 10 anos realizava essa mudança, a cada estação.

No caminho de volta, passamos pelo Santuário de Nossa Senhora da Peneda, datada de 1875 e encrustada na Serra da Peneda.



E a Suzana chegou!!! E fomos ao Peneda-Gerês

Não preciso escrever o quanto estava ansiosa por rever a Suzana, depois de sete meses! Finalmente ela chegou! 
E como havíamos planejado, fomos conhecer o Parque Nacional da Peneda-Gerês.O Parque é enorme, abrange 22 freguesias. Foi a primeira área protegida a ser criada em Portugal e a única com estatuto de Parque Nacional (os demais são Parques Naturais). O Parque foi reconhecido pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) devido a sua riqueza natural e cultural. 

O Parque, devido a sua extensão, apresenta várias entradas. Começamos pelo Concelho de Arcos de Valdevez, conhecendo duas vilas - Sistelo e Soajo!

Sistelo
É uma das aldeias vencedoras das 7 Maravilhas de Portugal. Os socalcos, degraus nas montanhas, utilizados para plantio, rendeu a essa encantadora aldeia o título de "Tibet português".





Espinheiros - utilizados para guardar milho
No caminho para Soajo, conhecemos, em um dos núcleos interpretativos do Parque, a Porta do Mezio, onde visitamos o Núcleo Megalítico do Mezio, constituído por um conjunto de monumentos datados do III milênio a.C. O dólmen do Mezio é o monumento mais antigo conhecido nesse núcleo. Os dólmens são monumentos para sepultamento, onde os mortos eram enterrados com seus pertences.

Soajo
Uma encantadora aldeia no entorno do Peneda-Gerês. Abriga um patrimônio cultural e paisagístico secular. Conhecemos os espigueiros de Soajo, local onde se guardavam os cereais. O mais antigo data de 1782.


Em Soajo, uma atenção especial a dois animais: o cão sabujo, o qual alguns afirmam que é o castro laboreiro e outros não, e as vaquinhas cachetas. Encontramos várias pelas estradinhas charmosas.